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quarta-feira, 29 de julho de 2015

A ENGENHARIA DA MARACUTAIA LULOPETISTA SEGUNDO NÊUMANE

LADROAGEM LULOPETRALHA: A MÁSCARA DA TRAGÉDIA BRASILEIRA
O jornalista José Nêumane, no seu artigo publicado hoje no Estadão "O escândalo é único: o Brasil de Lula e Dilma", desenha um completo mapa da mina da corrupção lulopetralha em treze anos de poder. O que Lula e a petralhada fizeram nesse período foi armar a maior operação de ladroagem de dinheiros públicos de que se tem notícia na América Latina. As cifras, que já se aproximam do trilhão de reais, falam por si sós.  Nunca é demais ressaltar a sem-vergonhice de Lula et caterva. Primeiro, para que as novas gerações tomem conhecimento de quem é Lula e o PT e ajudem a exorcizá-los da história brasileira. Segundo, para que o fato não se repita. O "Museu da Ladroagem Lulopetralha" precisa ser aberto e franqueado ao público, a fim de que sejam observados os esqueletos das estatais arruinadas, das obras inacabadas, das desgraças que ao longo do território nacional se abateram sobre os brasileiros, em decorrência da roubalheira oficial, comandada, do alto do teflon que os milhões criminosamente acumulados lhe garantiram até agora, pelo todo-poderoso padrinho da máfia petralha: Luiz Inácio Lula da Silva. Eis na íntegra o magnífico artigo de Nêumane:  

Que WikiLeaks, que Swissleaks, que cartéis mexicano e colombiano de drogas, que Fifagate, que nada! O escândalo top do mundo hoje é outro. Nada se lhe compara em grandeza aritmética, ousadia delituosa ou desrespeito a valores éticos. E é coisa nossa! Embora nada tenhamos a nos orgulhar de que o seja. Ao contrário!
Após se ter oposto ferozmente à escolha de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral para dar início à Nova República; à posse e ao governo de José Sarney, a Fernando Collor, que ajudou a derrubar; ao sucessor constitucional deste, Itamar Franco, de cuja ascensão participou; e a Fernando Henrique Cardoso, o Partido dos Trabalhadores (PT) chegou ao governo federal com seu maior líder, Luiz Inácio Lula da Silva, e se lambuzou no pote de mel do poder sem medo de ser feliz.
O primeiro objetivo caiu-lhe no colo como a maçã desabou sobre a cabeça de Newton. Era de uma obviedade acaciana. Sob crítica feroz da oposição, que o PT comandava, os tucanos privatizaram a Telebrás e, devidamente desossado, o filé apetitoso das operadoras de telefones foi devorado na nova administração. Sob as bênçãos e os olhos cúpidos do padim Lula, a telefonia digital foi entregue a consórcios nos quais se associaram algumas operadoras internacionais, com a experiência exigida no ramo, burgueses amigos e fundos de pensão, cujos cofres já vinham sendo arrombados pelos mandachuvas das centrais sindicais. Nunca antes na história deste país houve chance tão boa para mergulhar na banheira de moedas do Tio Patinhas.
Só que o negócio era bom demais para ser administrado em paz. Logo os concessionários se engalfinharam em disputas acionárias, que mobilizaram a Polícia Federal (PF), a Justiça nacional, os órgãos de garantia de combate a monopólios e até instrumentos de arbitragem internacional. No fragor da guerra das teles, os primeiros sinais de maracutaia dividiram as grandes rotas com os aviões de carreira. Sabia-se que naquele pirão tinha caroço. Mas quem ficou com a parte do leão?
Impossível saber, pois este contencioso está enterrado sob sete palmos de terra. Desde o Estado Novo, os sindicatos operários ou patronais administram sem controle externo caixas que têm engordado ao longo do tempo com a cobrança da Contribuição Sindical, que arrecada um dia de trabalho de todo trabalhador formal no Brasil, seja ou não sindicalizado. Sob a égide de Lula, as centrais sindicais foram incluídas na divisão desse bolo gordo e açucarado. E o sistema financeiro, acusado de ser a sanguessuga do suor do trabalhador, incorporou a esse cabedal os fundos de pensão. Sob controle de dirigentes sindicais, estes ocultam uma caixa-preta que ninguém tem poder nem coragem para abrir.
Só que o noticiário sobre tais episódios foi soterrado pela avalanche de denúncias provocada pelas revelações da Ação Penal (AP) 470, já julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e conhecida popularmente pela denominação que lhe foi dada pelo delator, Roberto Jefferson – o mensalão. Agora, após seu julgamento ter sido concluído e com os réus condenados, este é visto quase como lana-caprina desde a eclosão de outro mais espetacular: a roubalheira do propinoduto da Petrobrás devassada pela Operação Lava Jato. Mas a cada dia fica mais claro que os dois casos se conectam e se explicam.
A importância de elucidar um crime ao investigar outro foi comprovada quando, na Operação Lava Jato, a PF encontrou nos papéis de Meire Poza, contadora do delator premiado Alberto Youssef, a prova de que o operador do mensalão, Marcos Valério, deu R$ 6 milhões ao empresário Ronan Maria Pinto, como tinha contado em depoimento referente à AP 470. Segundo Valério, essa quantia evitaria chantagem de Ronan, que ameaçava contar o que Lula e José Dirceu tinham que ver com o sequestro e a morte de Celso Daniel, que era responsável pelo programa de governo na campanha de 2002.
Mas nem essa evidência da conexão Santo André-mensalão-petrolão convence o PSDB a dobrar a oposição do relator da CPI da Petrobrás, Luiz Sérgio (PT-RJ), e levar Ronan a depor, como tem insistido a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP). É que os tucanos articulam uma aliança com o atual dono do Diário do Grande ABC para enfrentar o petista Carlos Alberto Grana na eleição municipal de Santo André. E este corpo mole pode dificultar o esclarecimento da verdade toda.
A Lava Jato já produziu fatos antes inimagináveis, como acusações contra os maiores empreiteiros do País e até a prisão de vários deles. É o caso de Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, que presidia o Conselho de Administração da Oi na guerra das teles. Isso revela mais um investigado em mais de um escândalo. Como Pedro Corrêa e José Dirceu, acusados de receber propina da Petrobrás quando cumpriam pena pelo mensalão.
A Consuelo Dieguez, em reportagem da revista Piauí, publicada em setembro de 2012, Haroldo Lima, que tinha sido demitido por Dilma da presidência da Agência Nacional de Petróleo, disse que, no Conselho de Administração da Petrobrás, ele, a presidente e o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli só votavam como o chefe mandava. E agora Lula é investigado por eventual lobby para a Odebrecht no exterior em obras financiadas pelo BNDES, a ser devassado em breve numa CPI na Câmara.
E a Lava Jato chegou à eletricidade. Walter Cardeal, diretor da Eletrobrás que acompanha Dilma desde o Rio Grande do Sul, foi citado na delação de Ricardo Pessoa, tido como chefe do cartel do petrolão, acusado de ter negociado doação de R$ 6,5 milhões à campanha da reeleição dela. Othon Silva, presidente licenciado da Eletronuclear, foi preso ontem, sob suspeita de ter recebido propina.
Teles, fundos de pensão, Santo André, mensalão, BNDES, eletrolão e petrolão não são casos isolados. Eles compõem um escândalo só, investigado em Portugal, Suíça e EUA: é este Brasil de Lula e Dilma.

domingo, 15 de junho de 2014

FUTEBOL, ALEGRIA, VAIAS E XINGAMENTOS: DILMA NO ITAQUERÃO




É infantil a reação do PT em face das vaias e xingamentos de que foi objeto a presidente Dilma no Itaquerão, na abertura da Copa do Mundo de Futebol. Quem planta colhe. E o PT dedicou-se, ao longo destes últimos doze anos, a plantar desgoverno e desrespeito às instituições democráticas. Queriam o quê os cardeais petralhas? Colher louros, depois de terem escarnecido a sociedade brasileira, se apropriando da máquina do Estado como se fosse bem de família, a fim de favorecer familiares, amigos e apaniguados? O PT está colhendo o que plantou. Nem adianta afirmar, como diz com cinismo Lula, que a reação irada da população em face do "poste" que ele próprio colocou no cenário nacional, foi causada pela imprensa. Ou dizer, como frisou comunicador-puxa-saco de cadeia esportiva internacional a serviço dos interesses petralhas, que a descompostura foi coisa de "classe média branca". Não. A sociedade brasileira, de cima até a base da pirâmide social, está cansada de tanta arrogância e de tamanhas incompetência e corrupção.

Diante da insatisfação popular, qual é a resposta do governo federal? Eis a sábia saída do Planalto: o Decreto 8243/14, ora em debate no Congresso Nacional, expedido pelo Executivo para implantar a ditadura gramsciana no Brasil, instaurando o esdrúxulo "Sistema Nacional de Participação Social", que estabelece a forma em que nós, brasileiros, podemos participar ativamente na gestão do Estado. Como? Obedecendo caninamente às determinações do Partido dos Trabalhadores. Como bem frisou o candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, trata-se de mais uma tentativa do "Partido Totalitário" para se perpetuar no poder.

A tentativa de substituir a democracia representativa por uma "democracia popular" ou cooptativa, não é nova no cardápio de burrices constitucionais do PT. Lembremos o malfadado Decreto Nº 7037 de 21 de dezembro de 2009, preparado pela Ministra Dilma e assinado pelo Lula, que estabelecia o “Programa Nacional de Direitos Humanos”. Á luz da denominada “Diretriz 1: Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de fortalecimento da democracia participativa”, o decreto estabelecia praticamente uma ditadura chefiada pelo Executivo e intermediada pelos denominados "movimentos sociais", deixando de fora o Legislativo (substituído pela consulta plebiscitária), e a própria Justiça (anulada pelos "tribunais populares"). Esse seria o passo anterior para uma escancarada "ditadura do proletariado", nos moldes defendidos pelos comunistas. A revisão da Lei de Anistia deveria ocorrer, certamente, por conta desses “tribunais populares”, no contexto de uma verdadeira aberração jurídica. 

Em artigo que publiquei na época no jornal O Estado de S. Paulo, escrevi: "O papel atribuído aos sindicatos e aos tais movimentos é hegemônico, segundo o texto do decreto, como se essas organizações fossem as únicas responsáveis pelas mudanças que consolidaram o exercício da democracia no Brasil, desde o fim do regime militar até os dias de hoje. Para a petralhada, a única versão de democracia que vale é a que Benjamin Constant de Rebecque chamava de democracia dos antigos, a exercitada na praça pública mediante plebiscito. Os constitucionalistas do PT desconhecem a democracia representativa das nações modernas. Ora, sem ela não há democracia. Daí a necessidade de aperfeiçoar, não de achincalhar o Congresso, como Lula e os petistas fazem".

É necessário tirar o PT do poder. As próximas eleições serão, como frisa Aécio, uma tsunami que varrerá com todo esse cinismo, a fim de reconstruir o país, que ficou esfacelado em doze anos de maus governos. Será necessário um projeto que vise a reconstruir o Brasil no econômico, no cultural e no político. A crise não é apenas política. É também da economia e da cultura. Em boa hora o PSDB apresenta uma reação à altura, com o lançamento da candidatura de Aécio à Presidência. Espero que o candidato continue colocando as questões em alto e bom som, apresentando uma plataforma que atenda às necessidades da sociedade brasileira. O PSDB e os outros Partidos da oposição têm condições de costurar uma proposta coerente, criativa e empolgante.

Por entre as frestas da incompetência e da corrupção do atual desgoverno, a sociedade encontra a forma de se alegrar com a grande festa do futebol. Não conseguirão os malfeitos da petralhada empanar a alegria popular, fruto não dos burocratas de Brasília, mas do esporte das multidões. O futebol é uma grande celebração que se sobrepõe a cartolas e governos corruptos. Não tem cabimento, e os brasileiros não aceitamos, a instrumentalização populista da alegria do povo. A bola correndo livremente, essa é a grande mágica que se instalou no Brasil nestas semanas.  Após a festa, já haverá tempo suficiente para ajustar contas com os devedores, de forma cívica, mediante a opção do voto e a aplicação rigorosa da lei. Os petralhas não tardam por esperar.