Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador CRISE DO BOLIVARIANISMO NA AMÉRICA LATINA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CRISE DO BOLIVARIANISMO NA AMÉRICA LATINA. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de março de 2016

A ONDA AZUL NA AMÉRICA LATINA


(Artigo publicado no jornal Gazeta do Povo de Curitiba, 05-03-2015)

Após 20 anos de surto populista vermelho, a América Latina parece estar entrando numa etapa de desmonte dos dinossauros criados pelos ativistas que acreditavam nos furados ideais socialistas. A onda foi puxada pelos opositores ao radicalismo da “Revolução Bolivariana” do coronel Chávez, na Venezuela, cujo resultado todos conhecemos: empobrecimento progressivo da população, violência crescente, disparada dos índices de criminalidade, corrupção, ineficiência, perda de esperança, males que aumentaram na gestão do sucessor de Chávez, o inepto e narcotraficante Maduro.

O Brasil não ficou alheio a esse fantasma: nos deparamos com um Estado hipertrofiado e em progressivo desmonte. O buraco financeiro causado pela petralhada nestes anos de desmandos políticos e econômicos, já ultrapassa a astronômica soma de um trilhão de reais, conforme foi calculado pelos economistas Mônica de Bolle e Paulo Rabello de Castro. E as coisas podem piorar, caso Dilma e patota não pararem com as suas perversas prestidigitações. A “ajuda” que o cada vez mais enrolado Lula ofereça a Dilma parece nestes momentos mais abraço de afogado do que boia de salvamento. O Lularápio está mesmo enrolado na história do tríplex do Guarujá e do sítio de ninguém em Atibaia. A operação Lava Jato lambe os seus calcanhares.

Também começa a fazer água o barco do cocalero Morales na Bolívia, sendo que já chegou ao seu fim a era kirchnerista na Argentina com o triunfo do liberal Macri, nas recentes eleições presidenciais. O bolivariano Lugo, por sua vez, já há alguns anos foi defenestrado pelos nossos vizinhos paraguaios, continuando a “onda azul”. Na Colômbia, o presidente Santos que assumiu posições de esquerda, está bastante desgastado e, num futuro pleito, forças conservadoras ocuparão, certamente, o seu lugar. No Uruguai, o presidente socialista Tabaré Vásquez ostenta índices preocupantes de rejeição após o primeiro ano de mandato, na trilha do governo esquerdista de José Mujica, cujas grandes realizações foram a democratização da maconha e o casamento gay. Mujica, a bem da verdade, foi um governante honesto. Mas as coisas pararam por aí. Honestos socialistas não roubam. Mas não deixam marcas de reformas significativas que potencializem a economia. Capitalismo não é com eles. E socialismo, sabemos, é uma máquina que gasta e não produz. Os uruguaios, certamente, se fossem feitas eleições hoje, escolheriam um mandatário da direita ou de centro.



No México, o conservador Enrique Peña Nieto (do PRI) assumiu o poder, após uma série de presidentes de centro-esquerda. As reformas postas em marcha por Peña-Nieto para acelerar a economia estão dando certo, em que pese a guerra que se viu obrigado a declarar ao narcotráfico. Os cartéis mexicanos ocuparam o espaço deixado pela derrota dos cartéis colombianos de Medellín e de Cáli. A abertura à iniciativa privada tem sido um chamariz para os investidores que, diante das desgraças do Brasil, mudaram de endereço para os seus investimentos e os estão alocando no México. A indústria automobilística que o diga. No Equador, o “bolivariano” Rafael Correa está bastante desgastado no cargo, após ter tentado amordaçar a imprensa independente e pretender se perpetuar no poder, com medidas semelhantes às postas em prática pelos seus homólogos bolivarianos Hugo Chávez (na Venezuela) e Evo Morales (na Bolívia).