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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

RADIOGRAFIA DO DINOSSAURO LULOPETRALHA SEGUNDO AUGUSTO DE FRANCO


Augusto de Franco, o ex-militante petista e hoje lúcido crítico da lulopetralhada. (Foto: blog de Augusto de Franco)
Amigos, nesta antevéspera da passeata do dia 16 de Agosto, divulgo dois breves artigos do escritor Augusto de Franco, ex-militante petista e hoje crítico duro do totalitarismo lulopetralha. Um testemunho importante, vindo de quem foi ativo militante do PT. Mas que terminou rompendo com a petralhada ao perceber a índole totalitária e burra da agremiação e do chefe. Os petralhas são, no Brasil, a versão dos bolcheviques. Só pensam em si mesmos e em acaparar o poder para benefício exclusivo do partido e dos seus militantes. O resto que se lasque. Augusto de Franco, com raro valor, coloca a nu a índole criminosa do totalitarismo lulopetista. Eles não duvidam, quando necessário, em se vincular ao crime organizado. É a natureza assassina dos comunistas. Não é à toa que já apareceram, em São Paulo, os estranhos vínculos entre militantes petralhas e o PCC. As FARC, na Colômbia, viraram cartel da cocaína. O crime está nas entranhas dos totalitários lulopetralhas e demais organizações bolcheviques na América Latina e pelo mundo afora. No final do segundo artigo, Augusto de Franco, após ter sofrido as consequências da militância num partido totalitário como o PT, diz que não acredita mais em partidos políticos. Respeito a sua posição, mas divirjo da suas razões. O fato de ter sofrido no seio de um partido de orientação totalitária não é premissa suficiente para rejeitar os partidos políticos. Eles são necessários no mundo contemporâneo, para discutir as grandes e complexas questões do Estado e, também, para lutar pela conquista do poder. Faz-se necessário, hoje, no Brasil, um partido liberal-conservador que se contraponha à esquerda troglodita e que canalize a insatisfação da grande parcela da sociedade brasileira, cansada com as maluquices lulopetralhas. "Cão mordido por cobra tem medo de linguiça", diz o ditado popular. Quem sofreu a experiência de um partido totalitário experimenta medo de cair em nova esparrela. Mas é necessário superar o trauma e partir para outra, buscando participar de um partido afim com a defesa da liberdade. 


Enfim chegou: a Venezuela é aqui

Reflitam sobre isso proprietários dos meios de comunicação que mudaram suas linhas editoriais abruptamente na última semana, entrando num acordão para apoiar a manutenção a qualquer preço do governo corrupto. 

O presidente da CUT, Vagner Freitas, convocou hoje os movimentos sociais a ir à rua entrincheirados, com armas na mão, se tentarem derrubar a presidente e o Lula. O tal Boulos, do MTST, completou dizendo que os moradores dos Jardins, do Leblon e do Lago Sul são golpistas que não representam o Brasil. E mais: que seus pais apoiaram a ditadura militar e seus filhos são contra as cotas. Tudo isso no Palácio do Planalto (um espaço público) e na presença de Dilma (que deveria ser a presidente de todos os brasileiros). E ela também falou e deu a entender que qualquer protesto depois do resultado de uma eleição é golpe. 

É chavismo puro. É a venezuelização do Brasil. Olhem aí empresários que querem se associar a um projeto de poder para auferir lucros incessantes por longo tempo. Olhem aí proprietários dos grandes meios de comunicação, que mudaram suas linhas editoriais abruptamente na última semana. Reflitam sobre os cenários possíveis no curto e no médio prazos. Vejam as consequências do que vocês estão fazendo ao manter Dilma a qualquer preço, contra a decência e contra a vontade da esmagadora maioria dos brasileiros.


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Queda do Muro de Berlim em 1989: o PT não tomou conhecimento desse fato. (Foto: Blog de Augusto de Franco).


POR QUE A ESQUERDA ENVEREDOU PARA O CRIME – Uma análise

O que está acontecendo com o PT não é um fenômeno isolado. Aconteceu com vários grupos da esquerda autocrática depois da queda do muro de Berlim. Sobretudo na América Latina, em que muitos dirigentes de organizações ditas revolucionárias enveredaram para o crime.

Conheci vários desses militantes que viraram bandidos. Daniel Ortega, da Frente Sandinista, hoje presidente da Nicarágua, foi um deles. Me lembro como se fosse hoje. Ele foi convidado de honra no I Congresso do PT (que coordenei), no final de 1991. Chegando lá, no Hotel Pampa, em São Bernardo, Daniel pediu logo ao tesoureiro do PT à época, se não podia arranjar umas prostitutas. Esse Daniel e seu irmão Humberto, eram teleguiados de Fidel, que lhes passava pitos, aos berros. Reuniões decisivas para o futuro da chamada revolução sandinista foram realizadas em Havana, sob o comando de Fidel. E enquanto as bases petistas da Igreja idolatravam por aqui os sandinistas como expoentes de uma nova espiritualidade dos pobres, esses bandidos assaltavam patrimônio público (inclusive passavam para seus nomes propriedades imóveis) do Estado nicaraguense.

O mesmo ocorreu com gente da Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional de El Salvador, que também está no governo. Aconteceu com o Mir (e com o Mir Militar) chileno, com alguns Tupamaros, com as FARC colombianas e, é claro, com a nova leva de bolivarianos, que não tinham tanta tradição de esquerda, como Chávez, Maduro e Cabello (mas aí já estamos falando de delinquentes da pior espécie, que inclusive chefiam o narcotráfico na região) e como Rafael Correa e Evo Morales. Bem, para resumir, aconteceu com boa parte das organizações e pessoas que frequentam as reuniões do Foro de São Paulo (fundado, não por acaso, um ano depois da queda do muro - e eu estava presente na reunião de fundação, no Hotel Danúbio).

Não dando certo a revolução pela insurreição, pelo foquismo ou pela guerra popular prolongada, essa galera chegou à conclusão de que seria preciso fazer a revolução pela corrupção. Bastaria adotar a via eleitoral contra a democracia e depois assaltar o Estado para financiar um esquema de poder de longo prazo. O plano era simples: conquistar hegemonia sobre a sociedade a partir do Estado aparelhado pelo partido. O objetivo era claro: chegar ao governo pela via eleitoral, tomar o poder e nunca mais sair do governo. Para isso, entretanto, era necessário, além do tradicional caixa 2, fazer um caixa 3, encarregado de custear ações legais e ilegais, ostensivas e clandestinas, para controlar as instituições, comprar aliados, remover ou neutralizar obstáculos...

Afinal, pensaram eles: as elites não fizeram sempre assim? Para jogar o jogo duro do poder não se pode ter escrúpulos. Foi essa a conclusão de Lula, Dirceu e dos dirigentes petistas que tomaram o mesmo caminho. É claro que, como ninguém é de ferro e como não se pode amarrar a boca do boi que debulha, alguma compensação em vida esses bravos revolucionários mereciam ter. E foi assim que enriqueceram, abriram contas secretas no exterior para guardar os frutos dos seus crimes, adquiriram bens móveis e imóveis em nome próprio ou de terceiros e foram levando a vida numa boa enquanto o paraíso comunista não chegava.

O ano de 1989 foi decisivo para essa degeneração política e moral da esquerda. Mas o que aconteceu não foi um resultado do somatório de desvios individuais. Não! Eles viram que seria muito difícil conquistar o mundo e assumir o comando de seus próprios países, contrapondo um bloco a outro bloco. O bloco dito comunista se desfez. A União Soviética derreteu em 1991. Ruiu tudo. E agora? Bem, agora – pensaram eles – seria necessário ter uma nova estratégia. E eis que surgiu uma ideologia pervertida, baseada numa fusão escrota de maquiavelismo (realpolitik exacerbada) com gramscismo. Eles, como operadores políticos, conduziriam a realpolitik sem o menor pudor, enquanto que pediriam ajuda aos universitários para dar tratos à bola do gramscismo (e reproduzir mais militantes nas madrassas em que se transformaram as universidades).

No Brasil, porém, parece que erraram no timing. Precisariam de mais uns três ou quatro anos para ter tudo dominado, dos tribunais superiores, passando pelo Congresso, pelo movimento sindical e pelos fundos de pensão, pelos (falsos) movimentos sociais que atuam como correias de transmissão do partido, pela academia colonizada, pelas ONGs que se transformaram em organizações neo-governamentais, por uma blogosfera suja financiada com dinheiro de estatais e por grandes empresas (com destaque para as empreiteiras, atraídas pela promessa de lucros incessantes quase eternos se estivessem aliadas a um sólido projeto de poder de longo prazo).

Não deu tempo. O plano foi descoberto antes que as instituições fossem completamente degeneradas. E chegamos então a este agosto de 2015, ano em que alguns desses dirigentes vão começar a assistir, de seus camarotes na prisão, o desmoronamento do esquema maléfico que urdiram.

NOTA | Me afastei do PT no final de 1993. Portanto, há mais de 20 anos. Até aquela época não era muito visível a estratégia da "revolução pela corrupção" que descrevi acima, nem mesmo para vários dirigentes nacionais do PT que, como eu, não pertenciam à corrente majoritária de Lula e Dirceu. Mas desde aquela época não acredito mais em partidos.

Um comentário:

  1. Tive oportunidade de pesquisar, a nível de pósdoutorado, a corrupção italiana de Mani Pulite na Itália. Chego à conclusão que a corrupção no Brasil é igual, senão pior, mas o foco é mais amplo aqui. Na Itália era o dinheiro para a máfia, No Brasil é o dinheiro e para a ideologia.

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