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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

É A INSTAURAÇÃO DA DITADURA POSITIVISTA NO BRASIL


Amigos, concordo com a análise crítica do Lucas Berlanza, no texto que reproduzo embaixo. Infelizmente o Supremo Tribunal Federal não esteve à altura da importância histórica que tinha o julgamento em torno ao pedido do PC do B, para que se rejeitasse a decisão da Câmara dos Deputados que criava a Comissão Especial para o Impeachment. A longa sessão do STF de ontem, simplesmente acabou com a criação da mencionada Comissão, dando ganho de causa aos golpistas do Planalto.

O que vimos foi uma lengalenga retórica que, salvo algumas honrosas exceções (do Ministro Gilmar Mendes, do relator, Ministro Fachin e, paradoxalmente, do Ministro Dias Toffoli, que defenderam a decisão da Casa do Povo), entregou a faca e o queijo ao presidente do Senado, Renan Calheiros, para que acabe de vez com a proposta de Impeachment, seguindo os desejos do Palácio do Planalto.

É o Castilhismo que se instala de vez na administração republicana brasileira. É a República dos oportunistas, a República horrendamente desfigurada pelo despotismo (de que falava Tocqueville ao ensejo das loucuras de 1848 na França). 

Falando em Castilhismo, bem que os áulicos do Executivo poderiam completar a adequação das instituições brasileiras à ditadura científica, colocando em execução uma medida proposta por Castilhos para a nascente República dos conchavos oligárquicos: a eliminação do Senado Federal! 

Reproduzo, a seguir, o brilhante artigo escrito pelo jornalista Lucas Berlanza, publicado hoje no Portal do Instituto Liberal

STF REFERENDA ASPIRAÇÕES GOLPISTAS DE RENAN CALHEIROS E PASSA POR CIMA DA CÂMARA
Lucas Berlanza (Jornalista, graduado em Comunicação Social / Jornalismo pela UFRJ, colunista e assessor de imprensa do Instituto Liberal).

Prezados leitores, animamo-nos um tanto cedo diante do voto surpreendente de Luiz Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal, que rejeitava a ação do PCdoB pedindo mudanças no rito do impeachment que começou a ser seguido na Câmara dos Deputados. O que achávamos improvável aconteceu. De um dia para o outro, tudo muda, e assim tem sido em nossa maltratada República. Contrariando todo o bom senso e todas as obviedades, os ministros, por maioria, preferiram virar as costas à nação e referendar as aspirações de golpismo de Renan Calheiros.
Os principais pontos que suscitaram polêmicas foram a questão do voto aberto ou fechado na Comissão Especial do impeachment, a possibilidade ou não de candidaturas avulsas em sua formação e a admissão do processo pelo Senado como devendo ser automática – com afastamento da presidente – ou não. Os primeiros pontos, embora ministros como Gilmar Mendes tenham deixado bem claro que a lei menciona “eleições”, o que envolve a admissibilidade das candidaturas avulsas, ficando apenas a questão do voto aberto ou fechado como algo realmente passível de elaboradas discussões, eram de menor peso no que diz respeito a efetuar-se ou não o impeachment. O elemento crucial era a questão de ser aceitável conferir ao Senado o direito de arquivar o pedido, uma vez que ele tenha sido acolhido e apreciado pela Câmara. Trata-se de medida que diverge da Constituição, para a qual a admissão cabe à Câmara e ao Senado cabe a condução do processo, e entrega a Renan Calheiros, o governista presidente do Senado, a faca e o queijo na mão para articular o fim do que se iniciou com Eduardo Cunha, presidente da Câmara, e o sepultamento deste pedido de impeachment. Não fica estabelecido, é verdade, que ele possa, monocraticamente, produzir o arquivamento; a tendência é realizar-se nova comissão no Senado para isso. No entanto, recomeça-se do zero, investe-se a Câmara de uma nulidade inacreditável, e abre-se o terreno para que Renan articule suas traquinagens e exerça sua influência.
Gilmar Mendes fez o que se esperava dele e, em alguns momentos, ironizou, para nosso deleite, a desfaçatez dos colegas de tribunal. Definiu que os ministros do STF estavam “tomando uma decisão casuística” e “manipulando o processo”. Argumentou que “os 171 votos necessários para permitir que se escape de impeachment não são suficientes para governar. Estamos ladeira abaixo, ontem fomos desclassificados mais uma vez, estamos sem governo, sem condições de governar, com um modelo de fisiologismo que nos enche de vergonha”. Toffoli, ao contrário, tido corretamente como um dos mais petistas entre os ministros do STF, surpreendeu, tal como Fachin:  endossou o voto do relator, exaltou-se e chegou até a endurecer o tom com o presidente do órgão, Lewandowski, ao sustentar que proibir a candidatura avulsa é tolher a soberania popular e “criar deputados de primeira e segunda classe”, favorecendo as oligarquias dentro dos partidos.
Não adiantou a veemência. Por maioria, o STF invalidou a comissão especial da Câmara, celebrada pelos partidos de oposição. Mais: invalidou a Constituição, por óbvio, ao conceder ao Senado poderes que ele não tem. O STF preferiu aceitar não o Fachin que votou ontem, mas o Fachin que insinuou a “proposição de um rito” para o impeachment, como se nada houvesse ocorrido em 1992; como se já não tivéssemos deposto um presidente, dentro da legalidade, dentro da vigência da Constituição de 1988. Trocando afagos e puxa-saquismos repulsivos, os ministros do STF consagraram a irresponsabilidade, espezinharam as nossas instituições e decretaram o caos institucional. Para ajudar a proteger uma presidente, diminuíram a importância da Câmara, praticamente a anularam. Todo o processo se repetirá no Senado, sem que haja regras minimamente definidas para conduzí-lo; a brecha está aberta para Calheiros fazer uso de todo seu “espírito público” e promover sua bazófia com o povo brasileiro. No mesmo dia, vale constar, o TSE rejeitou uma representação da oposição contra a chapa de Dilma e Temer por uso indevido dos Correios para vencer a eleição de 2014, mesmo depois da divulgação, pelo O Estado de São Paulo, de vídeo de reunião de dirigentes dos Correios, em que o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) afirmou que a presidente teve bom desempenho no estado porque “tem dedo forte dos petistas dos Correios”.
Ainda cabe aguardar para ver o que virá, quais serão as reações e como o Senado se posicionará diante dessa reviravolta. Quaisquer que sejam os desdobramentos, no entanto, é um dia triste para o país. Um dia em que, como poucas vezes, fica clara a fragilidade da nossa democracia. Um dia em que, como poucas vezes, fica clara a imponência vazia e asquerosa dos burocratas e dos soberanos monarcas do Estado, do alto das tribunas ou exibindo suas opulentas togas, para debochar das aspirações e das dores do povo e escarnecer dos imperativos da lei. Um dia em que caem por terra aqueles cegos voluntários que se pavoneiam para dizer que “nossas instituições estão funcionando maravilhosamente”. Um dia em que, ao lado da corrupção sistêmica oficializada como método de governança, a hipocrisia se tornou doutrina oficial jurídica, e o ministro Celso de Mello disse que o Senado pode arquivar o impeachment em nome do “útil, do oportuno e do conveniente”, critérios, no mínimo, de abominável subjetividade. Um dia em que a ministra Carmen Lúcia, que havia declamado um poético discurso assegurando que os criminosos “não passarão por cima da Constituição do Brasil”, mostrou que o fez apenas para, no apagar das luzes de 2015, se juntar a eles. Um dia em que a vergonha na cara tirou férias, e o descaso com a República foi exibido despudoradamente na televisão.

Falo, desde o começo, em República. Corrijo-me. Que República? A República morreu. Graças às mais imundas armações e ginásticas conceituais, entretanto, permanece um cadáver insepulto, cujos ilegítimos condutores, empossados mediante desvios de recursos e tenebrosas transações, se recusam a enterrar. Os vermes, o odor fétido, a deterioração dos despojos, fazem adoecer e agonizar o povo brasileiro. O que se dá a olhos vistos é uma estúpida piada de mau gosto. Costumo rir delas. Desta, não consigo; apenas pranteio, junto à Pátria, a nossa desgraça.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

NOVA LUZ APÓS AS TORMENTAS DESTE VERÃO

"Evening Mood", tela da artista plástica colombo-canadense Janeth Rodríguez. (Foto: arquivo pessoal).


Transcorrem os dias deste chuvoso Dezembro como as águas turvas e destrutoras dos rios de lama que sepultaram a vida entre as minas de ferro de Mariana e o mar capixaba. Essa é a melhor imagem do Brasil de hoje. Tudo parece conduzir a oceanos enlameados dos quais dificilmente sairemos vivos. Os autores da destruição foram, além da uma mineradora internacional, principalmente a Samarco e a Vale, duas empresas geridas pelos Fundos de Pensão em poder dos petralhas. Mas não afundaremos por dois motivos: o Brasil é muito grande, maior do que a cupidez de Lula e seguidores. E os brasileiros lutam para sobreviver. No entanto, a travessia é perigosa “como nunca dantes na nossa história” (para repetir a frase berrada infinitas vezes nos palanques lulistas). Nunca foi iludida de forma tão perversa a opinião pública. Nunca se roubou tanto. Jamais houve tamanha desfaçatez da parte dos responsáveis pela tragédia. A incompetência galgou patamares escatológicos.

Na origem de crise devemos identificar, primeiro, o espírito que a anima: o endeusamento dos donos do poder, convencidos de que, porque eleitos pela maioria dos brasileiros, podiam tudo para permanecer indefinidamente à testa do Estado. Essa ética totalitária que inspirou a aventura lulopetralha tem pai conhecido: o “messianismo político” presente, como perversa semente, no Contrato social do pai do totalitarismo hodierno, Jean-Jacques Rousseau.

Era simples e transparente, como jingle de marqueteiro lulista, o arrazoado de Rousseau, que poderia ter sido militante petralha (dadas as contradições internas entre o que ele pensava e o que fazia, bem como a absoluta falta de limites para imaginar o poder). No oitavo capítulo do opúsculo famoso, o filósofo considerava que se devia organizar o governo a partir de uma lista de mandamentos claros, que dariam ensejo à nova religião civil. Eis o princípio inspirador da mesma: “A felicidade geral da Nação decorre da unanimidade do corpo político”. Logo: pau na dissidência, a fim de conseguir a condição sine qua non da felicidade coletiva: a unanimidade. Banida a dissidência mediante o terrorismo de Estado, nasceria o homem novo, sem interesses individuais a defender, totalmente identificado com o interesse público. Essa seria a moral que daria ensejo ao novo reino da virtude. O “comitê da salvação pública” encarregado de fazer a faxina ética passou a receber vários nomes, ao longo da História, de acordo aos espertalhões de plantão que, nas várias épocas, se apropriaram da filosofia roussoísta, fossem eles jacobinos, socialistas, bolcheviques, maoístas, fascistas, nazistas, comunistas, bolivarianos, lulopetralhas....

Identificado o princípio inspirador das desgraças totalitárias dos séculos 20 e 21, presente nas trapaças lulopetistas, passemos ao julgamento que a opinião pública brasileira faz das desgraças que nos afligem. Não há dúvida de que Dilma Roussef e o seu partido são responsáveis pelas calamidades que afetam a economia do nosso país. As “pedaladas fiscais” com que o governo tentou financiar a sua ação deletéria são hoje incontestáveis. E elas constituem crime de responsabilidade. O Impeachment tem base legal. Não é golpe de Estado, como denunciam Lula et caterva.

Já não bastasse o processo instaurado no Congresso, o Tribunal Superior Eleitoral coloca também sobre o tapete da ilegalidade a eleição que guindou Dilma novamente ao poder em Outubro de 2014. Além das “pedaladas” para turbinar as contas públicas fajutas, os petralhas teriam usado dinheiros escusos na campanha. Essa acusação, se não conduzir diretamente à cassação do mandato da atual Presidente, ajudará, no entanto, a reforçar o julgamento em favor do Impeachment. Como o fluxo e refluxo da maré, os eventos dos próximos meses estarão pautados pelas idas e vindas, nesse vaivém típico dos processos políticos. É difícil prever por quais atalhos se canalizará o atual julgamento. O único que pode ser vislumbrado é o resultado da ação: o fim de um ciclo de messianismo político e de irresponsabilidade.

A tarefa de reconstrução deverá estar presidida pela idéia de responsabilidade em face do Brasil que legaremos aos nossos filhos e netos. Devemos pensar em termos de consenso nacional entre as várias forças que rejeitam a proposta totalitária. Ora, há setores que não se identificam com a monocórdia proposta lulopetralha. Segmento importante do PMDB já desembarca do Titanic que afunda. Esse grupo quer algo mais do que salvar a própria pele do naufrágio iminente: tenta pensar o Brasil do dia seguinte com o documento “Uma ponte para o futuro” que, do ângulo econômico, propõe uma volta ao bom senso que controla o gasto público e abre as portas para o investimento privado.

Em segundo lugar, temos os agentes identificados com o Ministério Público Federal e a Magistratura, que conduzem a operação Lava-Jato, com as dez propostas de gestão ética do Estado apresentadas à sociedade brasileira há alguns meses. É uma tentativa de gerir a máquina pública sob o primado do princípio da transparência, que foi deixado de lado por Dilma e Lula nestes treze anos de desgoverno.

Em terceiro lugar, temos a proposta do ex-presidente FHC, resumida em artigo recente, escrito com anterioridade à apresentação do pedido de Impeachment. A respeito, Fernando Henrique frisava: “(...) Precisamos promover a coesão nacional, incluindo todos os dispostos a fazer as mudanças necessárias. Primeiro, no sistema partidário-eleitoral. Segundo, nas contas públicas, inclusive da Previdência. Terceiro, na burocracia, para fazer valer a impessoalidade e o profissionalismo, eliminando o sectarismo ideológico e a incompetência (...) com uma condicionante geral: nada a preço de silenciar a Justiça e entorpecer a Lava Jato e outra investigações em curso”. 

Em quarto lugar, temos o programa de campanha de Aécio Neves, que se identifica com os pontos essenciais das propostas mencionadas. Deposta Dilma pelo Impeachment, certamente a plataforma de Aécio ganhará força como proposta unificadora e, na eventualidade de novas eleições presidenciais, será uma das propostas que contam com maior força par sair vitoriosa.

Em quinto lugar, last but not least, temos a nova geração de internautas que, pelas redes sociais, fazem valer a sua proposta de defesa da liberdade, como ponto central das suas preocupações. Refiro-me, aqui, ao milhares de jovens que, pelo Brasil afora, defendem em blogs e portais os seus pontos de vista nitidamente liberais e conservadores. Posso mencionar alguns, mas certamente há muitos mais: Instituto Mises, Instituto Liberal, Ética e Economia Personalista, Movimento Brasil Livre, Unidos pela Liberdade, etc.

Comentando recentemente matéria de Reinaldo Azevedo sobre o Movimento liderado por Kim Katiguiri e Fernando Holiday, escrevi no Facebook: “O discurso da nova turma do Movimento Brasil Livre dá nó na cuca da petralhada. Questionar a ordem estabelecida, pensam os petralhas, é propriedade privada deles. Como é que um pobre, negro e gay decide questionar e, ainda, em nome do pensamento liberal? Essa nova turma foge das bolsas lulopetralhas, não quer saber de tutorias esquerdopatas e, com coragem como Dom Quixote, enfrenta de peito aberto os moinhos de vento da propaganda da esquerda burra brasileira!”

É a partir dessa força nova presente em todas estas iniciativas liberais e conservadoras, que irá ressurgir, renovado, o rosto do Brasil livre, que deverá se manifestar depois destas névoas de incertezas e temores. É para essas novas gerações que escrevo, fundamentalmente. O clássico pensamento liberal, notadamente o de Tocqueville, tem muito a dizer para esse universo. E à tarefa de dar subsídios a esses jovens dedico a minha vida intelectual.


 As passeatas que se espraiaram pelas cidades brasileiras no domingo 13, pedindo novamente o Impeachment da Dilma e o fim da era lulopetralha, reforçaram as expectativas da sociedade em prol de uma rápida mudança política. Esperamos que o bom senso prevaleça, para o bem do Brasil, nas cabeças dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, bem como no critério de deputados e senadores, nas lutas que serão travadas no decorrer dos próximos meses, a fim de colocar as instituições republicanas no contexto do que a Nação deseja, não no caminho estreito dos interesses de minorias corruptas. Chega de “pedaladas legais”, como a do ministro Fachin, que só fazem o desserviço de reforçar a turma lulopetralha, na sua tentativa de continuar enganando aos brasileiros!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

L'influence de Rousseau sur la formation et sur la vie de Simon Bolivar

            Este texto foi publicado nos Anais do Congresso sobre Jean-Jacques Rousseau ocorrido en Montmorency, França, no final de 1995.
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O filósofo Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), inspirador de Simon Bolívar.

La présence des idéaux rousseauniens est indéniable dans les luttes d'indépendance des  plusieurs pays ibéro-américains [1]. Mon but dans ce travail est de montrer l'inspiration exercée par le philosophe de Génève sur l'une des plus expressives personnalités du monde ibéro-américain: le Libérateur Simón Bolivar (1783-1830). Je développerai deux aspects de cette inspiration: premièrement, le Maître, où je releverai la façon dont la pensée rousseaunienne inspira le tuteur et maître de Bolivar, don Simón Rodríguez (1771-1854) et comment celui-là  marqua la formation intellectuelle du Libérateur; deuxièmement, le Disciple, où j'analyserai l'influence de Rousseau sur Bolivar.
1- Le Maître
            Simón Rodríguez fut, sans doute, l'éducateur qui exerça la plus grande influence sur la formation de la personnalité du Libérateur Simón Bolivar. Rodriguez naquit à Caracas et décéda à Amotape , petit village du Département de Piura (Pérou) [2].
            Si quelqu'un un jour réussit à incarner  fidèlement l'idéal de vie et de conception humanistique prêchés par Jean- Jacques Rousseau, ce fut Simón Rodríguez. Il reproduisit  dans sa vie et dans ses enseignements  les  idéaux rousseauniens de la théorie de la bonté naturelle de l'homme et du contrat social, d'autodidactisme, de rapport étroit entre nature et société, de morale basée sur la liberté, de  triomphe du sentiment sur la raison. [3].
            Simón Rodríguez subit également l'influence d"Holbach (1723-1789) et de Saint-Simon (1760-1825). Du premier, l'éducateur de Bolívar prit la valorisation du savoir scientifique et experimental de la nature, une influence qui, d'ailleurs, il avait aussi reçu de Rousseau. Du deuxième, il prit les idéaux socialistes, fondés sur l'idée rousseaunienne d'égalité. La philosophie qui eut donc plus d'influence chez Rodríguez fut celle de Rousseau.
            Comme le philosophe de Génève, Simón Rodriguez fut un penseur itinérant. "Je ne veux pas être, disait-il, comme les arbres, qui étendent leurs racines dans un endroit pour ne plus le quitter. Le vent, l'eau, le soleil, tout ce qui bouge et ne s'arrête jamais, c'est cela la vie pour moi." [4]. Bolivar lui-même ainsi définit la personnalité itinérante et cosmopolite de son maître et ami: "C'est le meilleur homme du monde, pourtant, puisque que c'est un philosophe cosmopolite, il n'a ni patrie, ni foyer, ni famille, ni rien d'autre." [5]. Dans sa conduite le maître de Bolivar était aussi totalement rousseaunien: autodidacte, ce qui a été déjà signalé, amant de la nature, défenseur infatigable des opprimés, réformateur audacieux  des  méthodes pédagogiques , il s'agissait d'une personnalité polyfacétique, difficile à être insérée dans un système de réflexion ou d'un stablishment. Cette originalité naturelle le mena à changer de nom, ayant adopté celui de "Samuel Robinson". Guillermo Francovich[6] a ainsi synthétisé la figure de Rodríguez: "La personnalité du ‘Maître du Libérateur’, Simon Rodríguez, est l'une des plus originales de l'histoire américaine. On connaît beaucoup d'anecdotes sur lui, grâce auxquelles , s'il avait été né en Grèce classique, il aurait certainement mérité de figurer dans la galérie des ‘philosophes illustres’ de Diogènes Laerce, à côté des maîtres de la pensée cynique et sceptique. Malgré son apparente excentricité, Simón Rodriguez fut un esprit profondement humain et toujours préoccupé des problèmes du bien-être social."
            J. A. Cova [7] à son tour, identifie Rodriguez comme étant une espèce de copie de Rousseau: "Les excentricités, les faiblesses ou les manies de l'angoissé auteur des Confessions, revivent incorporées au "dromomane" impénitent, au precepteur systématique, au sophiste et au poète hypocondriaque."
            Le contact de Simón Rodríguez avec Bolivar se fit en trois moments: pendant l'adolescence de son disciple, entre ses 11 et 14 ans (1794-1797), pendant sa jeunesse, à 21 ans (1804-1805) et, finalement, vingt ans après, quand Bolivar était déjà le Libérateur de cinq pays. En tous ces moments, l'influence du maître sur son disciple fut décisive.
            Concernant l'influence exercée par Rodriguez sur Bolivar adolescent, Jules Mancini [8] nous rapporte: "Investi de totale autorité sur son disciple favori, Rodriguez a alors pensé pouvoir réaliser un projet spécialement cher à son coeur, celui de mettre sur pied le système d'éducation prôné par Rousseau. Le garçon qu'on lui avait confié était, tel qu'Emile, "riche", "de grande lignée", "orphelin", "robuste" et "sain". En même temps, Rodriguez ne réalisait-il pas l'idéal du précepteur rêvé par Jean-Jacques? "Jeune", "prudent", "célibataire" et ïndépendant", "une âme sublime", des qualités ou attributs auxquels pouvait aspirer Simón Rodríguez , qui avait alors vingt et un ans et la réputation d'être le meilleur instituteur de la ville."
            Pour que le disciple développât les potentialités, le tuteur se voua, comme le disait Rousseu [9] dans Emile ou de l'Education, à la "difficile tâche de ne rien lui apprendre" afin qu'il pût demeurer dans son "état naturel". D'autre part, persuadé  de la vérité de l'axiome rousseaunien selon lequel "la raison du savant habituellement s'associe à la vigueur de l'athlète", Rodriguez prolongea les séjours de son disciple à la campagne et réussit à développer à merveille les aptitudes physiques du futur Libérateur. En effet, celui-ci devint  un marcheur infatigable, un extraordinaire chevalier et un nageur audacieux, avec qui, comme le remarque Mancini [10], "ne réussit jamais à concourir aucun de ses camarades d'armes."
            Concernant l'influence exercée par Simón Rodríguez pendant la jeunesse de Bolivar, le Libérateur fit lui-même un important rapport. Dans une lettre adressée de Paris à sa cousine Fanny D'Ervieu de Villars, en 1804, Bolivar avoue que ce fut Simón Rodriguez qui le délivra de l'état de dépression où il se trouvait après la mort de sa femme Maria Teresa Rodriguez de Toro, survenue en 1803. Ce fut le maître qui lui fit voir que la lutte pour la libération de l'Amérique espagnole serait un dessein qui donnerait du sens à sa vie. [11]. En 1805, maître et disciple voyagerènt en Italie, et sur le Monte Sacro, à Rome, Bolivar prononça devant Rodríguez  le fameux serment où il s'engageait à libérer les peuples hispano-américains . [12].
            Par rapport à l'influence exercée par Símon Rodríguez sur la maturité du Libérateur, la lettre qu'il envoya à son maître en 1804 en est très éclairante. Rodríguez venait de retourner en Ibéro-Amérique, après avoir vécu 20 ans en Europe. En voilà un extrait: "Mon maître! mon ami! mon Robinson! Vous en Colombie! Vous à Bogotá et vous ne m'avez rien dit, rien écrit ! Il est hors de doute que vous êtes l'homme (...) le plus extraordinaire du monde (...). Personne autant que moi sait combien vouz aimez notre Colombie idolâtrée. (...) Vous souvenez-vous du jour où nous sommes allés sur le Monte Sacro, à Rome, promettre sur cette terre sainte la liberté de la Patrie? (...) Vous, mon maître, ce que vous avez dû m'observer de près, quoique placé à une si lointaine distance! Avec quel interêt vous avez dû suivre mes pas, conduits bien avant par vous même. (...) Vous ne pouvez pas imaginer combien sont enfoncés dans mon coeur vos enseignements: je n'ai pas réussi à effacer même pas une virgule des grandes maximes dont vous m'avez fait cadeau: toujours présentes devant mes yeux, je les suis comme des guides infaillibles. (...) J'impatiente de connaître vos projets au sujet de tout.(...) Vous contemplerez avec enchantement l'immense patrie qui est sculptée dans le rocher du despotisme par le burin victorieux des libérateurs, vos frères. (...) Venez a Chimborazo. Profanez de votre pied audacieux l'escalier des Titans, la couronne de la Terre, la tour inaccessible de l 'Univers Nouveau. (...) Ami de la nature, venez l'interroger sur sa vie, sur son essence primitive. (...) Là-bas (en Europe) , elle est pliée sous le poids des années , des maladies et de l'haleine pestilentielle des hommes: ici , elle est pucelle, immaculée, belle, touchée par la main du Créateur. " [13].
            Le Libérateur voulut que son maître repandît la lumière de ses connaissances sur les pays récemment libres. Dans le Haut Pérou (Bolivie), Simón Rodríguez a essayé de développer ses "écoles-modèles", ou s'accomplirait l'idéal d'un "socialisme pédagogique", dont l'objectif était de transformer les enfants abandonnés en des citoyens libres. L'intention de cette entreprise , le remarquait Rodríguez , "n'était pas de remplir le pays d'artisans rivaux ou miséreux , mais de les cultiver  et les habituer au travail pour qu'ils devinssent des hommes productifs, leur donner des terres et les appuyer dans leurs entreprises. Il s'agissait de coloniser le pays avec ses propres habitants. On donnait instruction et métier aux femmes pour qu'elles ne se prostituissent pas par besoin , ni fissent du mariage une affaire qui garantît leurs nécessités." [14]. L'initiative de Rodríguez n'a pas eu de suite, d'une part à cause de son manque d'esprit pratique, et d'autre part à cause des intrigues des oligarquies, desquelles , d'ailleurs , le Libérateur lui-même fut vicitme, mis à l'écart de la vie publique pendant ses dernières années. [15]. Maître et disciple eurent donc une fin de vie d'incompréhension, comme l'avait eu aussi le génial inspirateur des deux, "l'homme qui croyait en l'homme", Rousseau, pour répéter le titre bien trouvé de l'oeuvre de Vincent Howlet [16].
2-Le Disciple
            S'il est certain que la formation de Simón Bolivar subit, comme nous l'avons vu, la remarquable influence de son tuteur et maître, Simón Rodríguez, on ne peut pourtant pas affirmer qu'elle se bornait aux idéaux humanistiques rousseauniens de son "Robinson". Il eut aussi chez le Libérateur la formation militaire. Pour compenser la formation hétérodoxe et romantique que le tuteur accordait à l'adolescent, son soucieux oncle, don Carlos Palacios décida de l'inscrire en tant qu'aspirant au Bataillon de Volontaires d'Aragua, celui où le père du jeune homme avait été jadis. Entre 1797 et 1798, pendant 13 mois, le futur Libérateur  reçut sa formation militaire. Comme le signale Sandoval Franky [17] "(...) désormais, jusqu'à sa mort, ce serait son activité la plus glorieuse, peut-être son exclusif et vrai métier."
            Dans la personnalité de Bolivar le caractère militaire était évident. "La guerre est mon élément; les dangers ma gloire", dirait-il plus tard. Mêlées d'une ironie mélancolique, écrivait-il ces lignes au général Santander: "Etant l'organisation de cette République un fait aussi sublime et moi même si profondément soldat, je ne serais pas capable de manipuler des touches aussi délicates."  "Hors de l'armée, disait-il ailleurs, je suis deplacé de mon centre." Et encore une autre assez éloquente: "Soldat par besoin et par penchant, mon sort est tracé dans le champ ou dans la caserne." Ou alors, une autre: "Mon horrible métier militaire m'a forcé à former une conscience de soldat et un bras robuste qui ne peut manier le bâton au lieu de l’épée” [18]. Si les idéaux humanistiques et civiques furent abreuvés dans la source rousseaunienne, son archétype militaire fut Napoléon. Comme le remarque Mancini [19], "il ne lui fut pas possible de s'échapper à l'influence des deux hommes dont la pensée et dont l'action dominèrent le siècle; et ce fut à Jean-Jacques et à Napoléon que Bolivar demanda des leçons et des exemples." Malgré l'admiration que le Libérateur avait pour le héros de France à l'époque de la signature du Traité d'Amiens en 1802 [20], au moment du couronnement du Grand Général, en 1804, Bolivar conclut qu'il avait trahi les idéaux républicains. Et il avoua  quelques années plus tard au général Tomás Cipriano de Mosquera [21]: "Après être devenu roi, la gloire de Napoléon même me parut le resplendissement de l'enfer, les flammes du volcan qui recouvrait la prison du monde."
            Désormais, l'archétype militaire que représentait Napoléon était soumis, pour Bolivar, à la préversation de l'idéal républicain prêché par Rousseau, centré sur la sauvegarde du salut publique dans un moment de crise de légitimité, comme celui que vivaient les nations hispano-américaines.
            Le principe qui inspira la "geste" révolutionaire de Bolivar fut, sans doute, celui que Rousseau exposa [22] dans son  Contrat Social: "Seuls les plus grands dangers peuvent contrebalancer  (le pouvoir) d'altérer l'ordre public, et on ne doit jamais suspendre le pouvoir sacré des lois, sauf quand il s'agit du salut de la patrie. Dans ces rares et évidentes occasions, on  assure la sécurité publique par un acte particulier qui confie le poste au plus digne (...), on nomme un chef suprême qui doit faire éteindre toutes les lois, en suspendant la volonté générale, il étant évident que le premier dessein du peuple est d'éviter l'anéantissement de l'État." Ce fut ce principe, par exemple, qui mena Bolivar à accepter d'exercer la dictature au Venezuela, en 1814 et au Pérou en 1824. Mais l'inspiration rousseaunienne du Libérateur ne s'arrêtait pas là. Une fois garantie l'indépendance et la liberté aux nations hispano-américaines, le Libérateur aspira au suprême idéal roussseaunien: incarner la figure du Législateur, "(...) individu unique (...), être extraordinaire, inspiré et quasi divin, capable de donner à un peuple, au point de départ, à l'origine de sa vie politique, son système de  législation, ses lois essentielles, fondamentales, source d'institutions durables" [23].
            De cette façon, l'aspect fondamental du Bolivar homme politique fut celui du Législateur qui pensa les fondements légaux du pacte social, qui garantirait la liberté et l'égalité aux nations nouvellement libérées du pouvoir espagnol. Il est évident que la conception constitutionnelle du Libérateur ne se basait pas seulement sur les principes rousseauniens. Ses inspirateurs furent aussi Locke, Montesquieu, Sieyès et les constitutionalistes anglo-américains. Le projet de constitution présenté par Bolivar au Congrès d'Angostura (1819) laisse voir ces influences dans les huit propositions qu'il contient: 1) forme républicaine de l'Etat; 2) souverainété nationale materialisée par les représentants de la nation élus au suffrage censitaire; 3) adoption du partage des pouvoirs publics, qui devraient être quatre: exécutif, législatif, judiciaire et moral; 4) adoption des droits individuels et des libertés publiques, conformément aux expériences nord-américaine et française; 5) abolition de l'esclavage et des titres nobiliaires; 6) organisation politique et administrative basée sur le principe centraliste; 7) adoption du modèle présidentiel américain, ayant un pouvoir exécutif monocratique contrôlée par un législatif de deux chambres; 8) création d'un pouvoir moral ayant la tâche de garantir une  éducation fondamentale civique pour les citoyens [24].
            On peut donc conclure que l'influence de Rousseau est la plus remarquable en ce qui concerne les convictions constitutionnelles de Bolivar, puisque c'est sur la philosophie politique du génébrien que se fonde l'aspect le plus original de la proposition bolivarienne: l'idée du pouvoir moral. Bolivar  voulait, à partir de ce pouvoir, donner naissance au "régime de la vertu" prêché par Rousseau dans son Contrat Social. Cela consistait, fondamentalement, à bannir les interêts privés pour qu'émergissent le bien public et la volonté générale, indivisible, infaillible, absolue, inaliénable, sacrée et inviolable.
            Ce passage du discours prononcé par Bolivar à Angostura en 1819 dévoile son inspiration rousseaunienne: "Pour retirer du chaos notre jeune République, toutes nos facultés morales ne seront pas suffisantes si on ne fond pas la foule populaire en un tout, la composition du gouvernement en un tout, la législation en un tout, et l'esprit national en un tout. Unité , unité, unité, cela doit être notre consigne (...). L'éducation populaire doit être le soucis aîné de l'amour paternel du Congrès. Morale et lumières sont deux pôles d'une République, morale et lumières sont nos premiers besoins. Prenons d'Athènes son Aréopague et les gardiens des moeurs et des lois; prenons de Rome ses censeurs et ses tribunaux domestiques, et en formant une Sacrée Alliance de ces institutions morales, renouvelons dans le monde l'idée d'un peuple auquel il ne suffit pas d'être libre et fort, mais qui veut aussi être vertueux. Prenons d'Esparte ses austères établissements, et formant, à partir de ces trois torrents, une source de vertu, donnons à notre République un quatrième pouvoir dont le domaine soit l'enfance et le coeur des hommes, l'esprit public, les bonnes moeurs et la morale républicaine. Constituons ce Aréopague pour qu'il veuille sur l'éducation des enfants, sur l'instruction nationale, pour qu'il purifie ce qui a été corrompu dans la République (...). Le pouvoir de ce Tribunal vraiment sacré doit être effectif par rapport à l'éducation et à l'instruction, en même temps il doit donner son opinion sur les pénalités et châtiments. Mais ses annales ou notations, où sont inscrites ses décisions, les principes moraux et les actes des citoyens, seront les livres de la vertu et du vice. Des livres d'enquête du peuple pour ses choix, des Magistrats pour leurs décisions et des juges pour leurs jugements (...)" [25].
            A la lecture de ces paroles, on conclut qu'il n'y a pas d'exagération de la part des biographes du Libérateur (comme Mancini, par example) quand il dit que les oeuvres de Rousseau "constituent (...) en toute occasion, sa lecture préférée. Il prend des Discours  le fond de son vocabulaire jusqu'à ce qu'en lisant Bolivar on croit, parfois, lire une traduction de Rousseau. Quand il s'agit de célébrer par des fêtes les premiers exploits des armées libératrices, il s'adresse à Lettre sur les spectacles. Le Contrat Social, ‘phare des législateurs’, est son code en matière de politique, ainsi que la Profession de foi du vicaire savoyard  lui sert de réligion." [26].
            Pourtant, ce ne fut pas seulement Bolivar homme politique ou législateur qui révela l'influence rousseaunienne. Elle se révela aussi, de façon remarquable, chez Bolivar éducateur, pour qui le processus éducationnel consistait dans "l’endurcissement du corps en tant que support de l'esprit" [27]. L'influence rousseaunienne se manifeste également chez Bolivar romantique qui aime les femmes et la vie du bon sauvage et qui se lasse de la vieille Europe. À Fanny de Villars, dont il s'éprit à Paris, le jeune Bolivar écrivait en 1807: "Je vais chercher un autre mode de vie, je sens du dégoût envers l'Europe et ses vieilles sociétés. Je retourne en Amérique. Que ferai-je là-bas? (....) Je l'ignore.(...). Vous savez que chez moi tout est spontané et que je ne fais jamais de projets. La vie du sauvage a pour moi beaucoup d'enchantements. Il est probable que je construise une chaumière entourée des beaux bois du Venezuela (...)" [28]. Un autre trait romantique du Libérateur qui l'approche de Rousseau, on le trouve dans la mystique révolutionnaire qui l'inspira et qui le mena à proférer, en 1805, sur le Monte Sacro, à Rome, le serment de libération de sa patrie [29]. Côté romantique aussi est sans doute son admiration rousseaunienne de la nature, dont la manifestation est perçue dans son extraordinaire "Délire sur Chimborazo" (1824) [30], ainsi que la séduction et la magnétisme de sa personnalité, qui, sans aucun doute, rappellent à la fois le héros à la Rousseau et le charisme napoléonien [31].
            Comme Rousseau et aussi comme son maître Simón Rodríguez, Bolivar ne fut point compris à la fin de sa vie. Les paroles, écrites peu avant sa mort, à son amie Fanny de Villars, en donnent la preuve: "(...) Je meurs méprisé, proscrit, détésté par ceux mêmes qui ont profité de mes faveurs; victime d'énorme douleur, captif d'innombrables amertumes. Je te laisse mes souvenirs, mes tristesses et les larmes que mes yeux n'ont pas réussi à verser" [32].
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                                             La version de ce travail a été executée par MARIA LÚCIA VIANA. L’Auteur lui consigne ici ses remerciements. Juiz de Fora, (Minas Gerais, Brésil), Octobre de 1995.



[1]Cf. SÁNCHEZ VÁSQUEZ, Adolfo.Rousseau en México. Mexico: Grijalbo, 1969; VÉLEZ-RODRÍGUEZ, Ricardo. Liberalismo y conservatismo en América Latina .Bogotá: Tercer Mundo/Université de Medellín, 1978 . Du même auteur, A propaganda republicana. 2ème édition. Rio de Janeiro: Université Gama Filho, 1994. ARCINIEGAS, Germán. Bolivar y la revolución. Bogotá: Planeta, 1984.
[2]Cf. LIÉVANO AGUIRRE, Indalecio. Bolivar. 6ème édition. Bogotá: La Oveja Negra, 1987, pgs. 15-22.
[3]Cf. FRANCOVICH, Guillermo. “Un mago de la ortografía”. In:Ultima Hora, La Paz, 31/08/83, p. 2.
[4]In CASTRO, Moacyr Werneck de. Bolivar (1783-1830). São Paulo: Ed. Três, 1973, p. 22.
[5]In CASTRO, Moacyr Werneck de,  op. cit.,, ibid.
[6]FRANCOVIC, Guillermo. La filosofia en Bolivia. Buenos Aires: Losada, 1945, p. 75.
[7] COVA, J. A. El superhombre: vida y obra del Libertador. (Prologue de R. Goménez Oreamuno). 3ème édition. Caracas: Novedades, 1943
[8] MANCINI, Jules.op. cit., p. 118.
[9] ROUSSEAU, Jean-Jacques. Obras I. (Plan, intr. et notes par P. Arbousse-Bastide, traduction d L. Santos Machado), Porto Alegre: Globo, p. 65.
[10] MANCINI, Ob. cit., p. 118.
[11] BOLIVAR, Simon.Cartas de Bolivar, 1799 a 1822. (Intr. de J. E. Rodó; notes de R. Blanco-Fombona). Paris/Buenos Aires: Louis Michaoud, 1912, pp. 41-42.
[12] MANCINI, Jules. Ob. cit., p. 150.
[13] Apud MANCINI,  Jules, ob. cit., pp. 154-155.
[14] Apud FRANCOVICH, Guillermo. La filosofia en Bolivia. op. cit., p. 79
[15] Cf. FRANCOVICH, Guillermo, “Contrastes (Diálogo)”.Ultima Hora, La Paz, 24/12/84, p. 2; GARCÍA-MÁRQUEZ, Gabriel.El general en su laberinto, Bogotá: La Oveja Negra, 1989 269-272; MUTIS, Alvaro,  Ël último rostro (fragmento)”. In: La mansión de Araucaima, Bogotá: La Oveja Negra, 1982, pp. 70-93.
[16] HOWLETT, Marc-Vincent,L’Homme qui croyait en l’Homme: Jean-Jacques Rousseau. Paris: Gallimard, 1994.
[17] SANDOVAL-FRANKY, Jairo.Simon Bolivar: sus años formativos. Bogotá: Plaza & Janés, 1991, p. 40.
[18] Apud SANDOVAL-FRANKY, Jairo. Simon Bolivar: sus años formativos, op. cit., ibid.
[19] MANCINI, Jules. Bolívar y la emancipación de las colonias españolas desde los orígenes hasta 1815. Op. cit., p. 151.
[20] Cf. COVA, J. A. El superhombre: vida y obra del Libertador. Op. cit., p.49.
[21] MOSQUERA, Tomás Cipriano de. Memoria sobre la vida del general Simon Bolivar, Libertador de Colombia, Perú y Bolivia. (Intr. de M. González). Bogotá: Instituto Colombiano de Cultura, 1977, p. 39.
[22] ROUSSEAU, Jean-Jacques.Obras II. (Plan et notes par P. Arbousse-Bastide; traduction de L. Gomes Machado). Porto Alegre: Globo, 1962, p. 150.
[23] CHEVALLIER, Jean-Jacques. As grandes obras políticas de Maquiavel a nossos dias. (Trad. de L. Christina). Rio de Janeiro: Agir, 1973, p. 173.
[24] ROZO ACUÑA, Eduardo. Bolivar: Pensamiento constitucional.Bogotá: Universidad Externado de Colombia, 1983, pp. 14-15.
[25] BOLIVAR, Simon. Ensayos políticos. (Selection et notes par G. Soriano). Madrid: Alianza Editorial, 1971 pp. 116-117.
[26] MANCINI, Jules. Bolivar y la emancipación de las colonias españolas desde los orígenes hasta 1815. Op. cit., p. 151.
[27] Apud ACEVEDO CARMONA,  Jairo. Bolivar Libertador y Educador de América. Medellín: Universidad de Antioquia, 1989, p. 26.
[28] Apud GAITÁN DE PARÍS, Blanca. La mujer en la vida del Libertador. 2ème édition. Bogotá: Sociedad Bolivariana de Colombia, 1991, p. 43.
[29] Cf. MANCINI, Jules.Bolivar y la emancipación de las colonias españolas desde los orígenes hasta 1815. Op. cit., pp. 149-150.
[30] Cf. MANCINI, Jules, op. cit., pp. 148-149; ARCINIEGAS, Germán. Bolivar y la revolución. op. cit., p. 57.
[31] Cf. NOGUERA-MENDOZA, Anibal et Flavio DE CASTRO. (Organisateurs). Aproximación al Libertador: Testimonios de su época. Bogotá: Academia Colombiana de Historia/Plaza & Janés, 1983, pp. 83, 137, 168.
[32] In: CASTRO, Moacyr Werneck de. Bolivar (1783-1830). São Paulo: Edit. Três, 1973, p. 275.