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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O BREXIT AMERICANO: HILLARY OU TRUMP?


Tempos confusos. Para onde quer que dirijamos o olhar, no cenário internacional, encontramos incertezas. O movimento da política global, nas suas camadas profundas que se escondem por trás dos fatos cotidianos, é semelhante ao das placas tectônicas que provocam terremotos. Os solavancos inesperados revelam-se como fenômenos de excepcional força, ora nos sismos, ora nas grandes decisões que mudam o rumo das nações e dos blocos, como foi o Brexit, que colocou o Reino Unido por fora da Comunidade Européia.

Na atual campanha presidencial americana, os "rios profundos" (para utilizar a imagem de Alcides Arguedas, o grande romancista peruano) correm em direção paralela à da saída do Reino Unido da União Européia. A globalização está sendo questionada pelo eleitorado americano, que espera maior atenção para as questões internas. Essa seria a linha de continuidade entre as plataformas dos dois candidatos.

Hillary Clinton pretende revisar a posição dos Estados Unidos no seio da economia mundial, programando a desaceleração da presença global americana de forma gradual. Não há dúvida de que há, na sua proposta, um roteiro de mudança nesse sentido. Hillary é a preferida de Wall Street, na medida em que pretende fazer essa correção de rumo de maneira não traumática, preservando o diálogo com as grandes forças do mercado financeiro americano e mundial. Mas que haverá, com ela, mudanças, certamente isso ocorrerá. Ora, esse alinhamento com as forças do mercado financeiro faz de Hillary a candidata preferida, quem diria, dos próprios Republicanos alinhados com Wall Street!

A principal mudança será a taxação aos mais ricos, aqueles que faturam mais de um milhão de dólares ao ano. Com o montante arrecadado, Hillary pretende financiar a renovação da infraestrutura americana que precisa de consertos. E fará essa tarefa num clima de keinesianismo moderado, abrindo frentes de trabalho que beneficiarão os desempregados americanos. Essa medida, é claro, arrepia o lombo do rebanho republicano e agrada muito aos Democratas. Mas, nas atuais circunstâncias, com o doido Trump falando besteiras à torta e à direita, certamente Hillary, para os tradicionais Republicanos, é um mal menor. Afinal de contas, ela afinou o seu discurso com o nicho republicano da economia: Wall Street. Hillary, aliás, nas pesquisas eleitorais dos Estados decisivos nesta última fase da corrida à Casa Branca, voltou a recuperar os 6 pontos percentuais de vantagem sobre o seu concorrente. Os eleitores americanos respiram aliviados. E nós, no Brasil, também!

Trump é um populista irresponsável. O zica palanqueiro também chegou, com ele, aos Estados Unidos. Neste mundo global as doenças correm rápido. A imprensa noticiava, semanas atrás, que a gripe aviária, na sua última rodada, tinha dado a volta ao mundo de forma bastante rápida, cruzando vastas regiões pouco habitadas como as estepes russas. Descobriu-se que as aves migratórias do Hemisfério Norte, na sua descida para as terras quentes do Sul, visitavam os criadouros de frangos na Rússia, a fim de se aprovisionarem de alimento oferecido pelos seus "primos" cativos, os coitados frangos na fila do abate. Pronto: a contaminação com a gripe aviária que grassava nos aviários foi rapidamente espalhada no Hemisfério Sul pelos bandos de viajantes.

No caso da doença populista, parece que ela migrou da nossa combalida América Latina, onde nos últimos quinze anos se refestelou nos governos populistas dos Lulas, dos Kirchners, dos Chávez, dos Morales et caterva. Marca registrada da doença: a verborragia irresponsável de palanque que promete mundos e fundos, falando aos desempregados aquilo que eles querem ouvir, o oferecimento de milhões de empregos para amanhã, sem que intermedeiem muitos esforços e derrubando as incômodas leis de responsabilidade fiscal. Lula nisso foi mestre. Acenou com um tesouro escondido nas profundezas do mar, o Pre-Sal, que traria para os brasileiros "rios de leite e mel" e nos tornaria uma potência mundial do petróleo. Enquanto isso, os seus militantes sindicalistas saqueavam os cofres da estatal petroleira e a deixavam em frangalhos, como estamos cansados de ouvir nas denúncias ensejadas pela operação Lava-Jato...

Trump é um populista falastrão. Fala o besteirol que o desempregado americano branco de pouca formação gostaria de escutar, livrando-o da pecha de mediocridade e alçando-o às alturas de salvador da Pátria Americana. É a receita do messianismo político fácil. Ele, Trump, representa o povão esquecido pelos dirigentes vorazes e pelos empresários egoístas. Ele é o messias que salvará a honra da Pátria vilipendiada pelos vendedores da globalização. Ele limpará o terreno invadido por cucarachos e outros bichos inúteis. Ele fomenta o ódio contra esses grupos minoritários, incluindo entre eles os odiados muçulmanos, todos terroristas, aliás, na avaliação do candidato. Ele tende uma rede de proteção sobre os desprotegidos, acobertando-os sob as suas asas. E oferece o útero desejado àqueles que se sentem rejeitados pela Pátria-Mãe-Globalizada...

A pregação do Trump não está isolada. A Rússia tem também o seu líder populista, Putin o terrível, especialista em alugar a máquina de guerra ociosa em empreitadas de morte para ditadores, como é o caso da Síria de Bachar el Assad e os seus assassinos que, em Aleppo, realizam aos olhos da humanidade um nojento genocídio transmitido em vivo e em direto. O finado coronel Chávez, que bolou a "Revolução Bolivariana" na Venezuela e a distribuiu com o seu petróleo barato aos países da América Central, do Caribe e do Sul do Continente, também conseguiu se fazer ouvir da Europa culta. Consta que o financiamento chavista está por trás de alguns movimentos políticos como o "Podemos" na Espanha e na eleição da ex-presidente Cristina Kirchner na Argentina. E a retórica fácil do chavismo terminou sendo comprada pelos gregos no buraco no Movimento Syrisa e pelos populistas italianos do "Cinco Estrelas".

Na eleição americana não faltou, na campanha que ora se encerra, o "James Bond" populista, encarnado na figura do trapalhão diretor do FBI, James Comey, que perdeu a oportunidade de ficar de bico fechado e entrou numa saia justa perante o eleitor americano e o Congresso que o identificaram como mais um populista que fala de questões policiais num momento inoportuno, tomando partido político quando não poderia faze-lo.

É provável que Hillary ganhe a eleição presidencial. Será melhor para nós, no Brasil, que tentamos sair das profundezas em que nos jogou a rapinagem petralha e que buscamos reerguer a nossa malha de compradores dos produtos brasileiros no mercado internacional, esgarçada irresponsavelmente por Lula, Dilma e comparsas. Um populista na Casa Branca nos atrapalharia enormemente e, o que é pior, poria em risco o delicado cenário do equilíbrio do poder mundial.

Um comentário:

  1. PARTE I: Demografia e separatismo-50-50
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    Todos Diferentes, Todos Iguais... isto é, ou seja, todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta. [nota: Inclusive as de rendimento demográfico mais baixo... Inclusive as economicamente menos rentáveis...]
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    Os 'globalization-lovers', UE-lovers e afins... que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa.
    Pelo Direito à Sobrevivência das Identidades Autóctones:
    -» http://separatismo--50--50.blogspot.com/
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    {obs: existem 'globalization-lovers' portugueses, franceses, ingleses, etc, a viver em territórios aonde os nativos foram alvo de Holocaustos Massivos - ex: América do Norte, América do Sul, Austrália -... e... também... existem 'globalization-lovers' entre os povos nativos alvo de Holocaustos Massivos}
    {O primeiro passo será/é ir divulgando a ideia de SEPARATISMO-50 nos países aonde a população nativa está sendo submergida pelo crescimento demográfico imparável dos não-nativos naturalizados}
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    Se não existe sequer uma minoria de autóctones a interessar-se pela sobrevivência... [reivindicando o legítimo Direito ao separatismo - isto é, o legítimo Direito à sobrevivência da Identidade]... então... que façam boa viagem em direcção ao caixote do lixo da História.
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    PARTE II: A importância da existência de muros/fronteiras
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    Os conflitos armados são uma dança cujo ritmo é determinado pela alta finança (capital global).
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    Na Colômbia, no Afeganistão, no Iraque, na Síria, etc, a alta finança (capital global) - gestora das fábricas de armamento - fornece estados, fornece mercenários, etc... leia-se: os conflitos oscilam ao sabor da gestão que é feita pelos peritos militares ao serviço da alta finança (capital global).
    Quando alguém interfere nos conflitos... leia-se: quando alguém interfere nos LUCROS dos negócios em causa - cocaína (na Colômbia), ópio (no Afeganistão), petróleo (no Iraque e na Síria), etc - a alta finança mexe os seus cordelinhos para que esse alguém seja alvo de retaliações.
    [um exemplo: as retaliações que a Rússia tem sido alvo por ter interferido no conflito da Síria - uma das retaliações foi, inclusive, aumentar o fornecimento de armas ao Estado Islâmico... como as diversas retaliações não surtiram o efeito desejado, já falam na criação duma zona de exclusão aérea].
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    Ora, de facto, em ambientes de mistura [ex: Colômbia, Afeganistão, Iraque, Síria, etc] quem determina o andamento dos conflitos... são os peritos militares ao serviço da alta finança (capital global) - obs: são as fábricas de armamento da alta finança que fornecem as diferentes facções em conflito (estados, mercenários, etc).
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    Resumindo e concluindo: ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS, há que mobilizar os nativos que se interessam pela sobrevivência da sua Identidade... para... o Separatismo!
    [obs: eventualmente será necessário uma coligação defensiva - do tipo NATO - com outros povos também em risco de sobrevivência]
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    NOTA A NÃO ESQUECER: A alta finança (capital global) está apostada em dividir/dissolver as Nações... terraplanar as Identidades... para assim melhor estabelecerem a Nova Ordem Mundial: uma nova ordem a seguir ao caos – uma ordem mercenária (um Neofeudalismo).
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    Obs 1:
    - O palhaço-Obama critica a posse de armamento nas mãos de pessoas particulares... mas... não critica a produção de armamento feita por privados - os quais querem controlar toda a distribuição de armamento (pelos estados, pelos mercenários, etc).
    Obs 2:
    - O fabrico de armamento deveria ser um exclusivo dos estados, os quais deveriam ser responsáveis pela constante localização do armamento produzido.

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