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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A ENGENHARIA POLÍTICA DA DISTENSÃO ENTRE COLÔMBIA E VENEZUELA

Reunião dos presidentes Chávez, da Venezuela, e Juan Manuel Santos, da Colômbia, em Santa Marta, Agosto de 2010.
Enganam-se os que acham que Santos rompeu com Uribe. A política colombiana é muito mais sofisticada do que o povaréu imagina. Uribe fez o trabalho sujo para Santos. Este, novinho em folha, reata com a Venezuela. Mas, se por ventura o aventureiro Chávez não cumprir o que prometeu, já repousam, no Tribunal Internacional de Haia, as provas daquilo que o chanceler de Uribe mostrou recentemente na OEA: Chávez albergou com generosidade os terroristas das FARC. Como dizia um jornalista americano, Uribe encenou, com o malandro, o papel do mau policial, aquele que bate em bandido. Coube a Santos, na estretégia colombiana, encenar o papel do policial bonzinho. Ou cumpre Chávez o que prometeu, e o bom policial continuará a afagá-lo, ou descumpre, e então o papel do mau policial será repassado ao Tribunal Internacional de Haia, que julgará o boquirroto de Caracas como alguém que descumpre as normas mínimas do direito internacional, ao albergar terroristas. Vamos ver em que dá tudo isso. Política colombiana não é fácil: é algo assim como as maquinações da política mineira. O que hoje é encenado e noticiado, já foi combinado previamente pelos atores atrás do palco.

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